1ª Palestra – Desenvolvimento de sistemas
Palestrante: Professor e desenvolvedor de sistemas da SABESP Luis Eduardo
Aparentemente, o termo já diz tudo sobre esta função. Todos os seres humanos nascem iguais, entretanto, sua criação, o modo de vida em que cresce e vários outros fatores, determinam suas características de vida, características estas como o gosto por alguma cultura, ou desgosto por outro tipo de sabedoria. Naturalmente, o que não trás a nós, seres humanos, uma satisfação ou vontade, ou mesmo curiosidade, não está entre os fatores que trazem prazeres e, logo, é constantemente ignorados por nós.
Para falarmos sobre a área em específico, Desenvolvimento de Sistemas, temos de entender que nem todas as pessoas podem ver o título de um livro e sentir-se curioso ao extremo de dedicar suas próximas horas até o final deste livro, ou, com outro exemplo, ver um problema e sentir-se tentado pelo desafio a resolvê-lo. Todos nascem iguais, mas ninguém é criado como outro. Para as pessoas mais metódicas, que são acostumadas com o prático e objetivo, que não vê onde pode existir lógica em experimentar algo novo sabendo que pode ser que não vá ter futuro, são reservadas determinadas áreas da informática, se esta pessoa optar por seguir este ramo, mas esta área, com efeito, passa muito longe de desenvolvedores de sistemas.
Para ser considerado apto a esta função, deve-se ter sagacidade pelo novo e astúcia pelo desconhecido, pois o caminho é incerto e só faz sentido, na maioria das vezes, na cabeça dos próprios desenvolvedores, a princípio.
Antes de começarmos a nos aprofundar mais nisto, vamos agora definir o que é o que para não nos perdermos ao longo das linhas de pensamentos:
Sistema: É considerado um sistema todo um processo que é organizado como início, meio, funcionabilidade e fim, ou seja, uma operação dentro de uma empresa, desde que um funcionário entra o que ele faz durante o dia até a hora em que ele sai. A questão é que uma empresa nunca tem um único funcionário ou existe uma única função, logo o sistema é responsável pelo “global” abrangendo todos os processos. É conhecido como PP (Planejamento e Processo). Todo o sistema é capaz de gerenciar a empresa sozinho, desde que bem planejado. O que ocorre é que, com as diversas áreas, faz-se necessário a criação e implantações de “auxiliares” a este sistema. A estes “Auxiliares” vamos chamar de “Programas Auxiliares”.
Programas Auxiliares: São pequenas partes implantadas num sistema desenvolvido para suprir uma determinada área em particular deste processo, vez que o sistema não pode estar disponível e nem vai ser capaz de estar aberto para toda a empresa que, na maioria das vezes, é muito grande. Um exemplo disto seria o programa que roda num caixa de supermercado; quem trabalha neste ambiente não tem acesso ao estoque nem às compras que a loja efetua, mas a cada novo produto que é vendido, o programa envia esta informação ao sistema que, automaticamente, analisa e envia informação de um produto pendente no estoque, para o setor de compra, envia, também, para outro programa auxiliar, para cuidar da garantia e dos termos desta para o produto vendido, enfim. Vários processos que, muitas vezes, o operador destes programas nem sabe o que nem como nem onde ocorrem.
O sistema tem que ter boa funcionabilidade para evitar, o máximo possível, uma falha, vez que os “programas auxiliares” estarão em execução em todo momento e não há reputação pior para o desenvolvedor de um sistema que ouvir a noticia de um cliente que esperou trinta minutos porque o sistema dele teve um problema.
Desenvolvedor de Sistema: Compreende cinco subcategorias de atuação, mas antes temos de esclarecer que desenvolver o sistema é ouvir o que o cliente quer, entender do que ele precisa e cada detalhe que este sistema terá capacidade de execução e/ou tomadas de decisões. Cientes disto podemos prosseguir com um projeto fictício como exemplo (um grande). Como são necessários vários tipos de informações e mais de um profissional pensando e desenvolvendo idéias para o sistema, antes de qualquer coisa, tem que começar pela organização. Esta é exatamente a função do gerente de projetos: coordenar todas as linhas de pensamentos e acompanhar o andamento de todo o processo de criação do sistema. Seria como chamá-lo de “o sistema que coordena sistemas”.
Claro que se denominá-lo desta forma, teríamos que pressupor que haveria, também, os “programas auxiliares” deste sistema (o gerente de projeto). Na prática, toda a função do projeto é acompanhar a idéia do pedido do cliente, ou seja, primeiro tem que ouvir, entender como fazer isto e, mais que isto, entender como poderia aprimorar a idéia do cliente. Todo este planejamento de criação é feito pelo “Analista de Sistema” que têm de estar sempre atento a novas idéias, pois ele vai desenvolver as funcionabilidades do sistema de acordo com o que compreender e, claro, a aceitação do cliente.
Quando o analista desenvolve seu trabalho por completo, a idéia fica mais exposta e de fácil compreensão. Ele completou sua tarefa e agora entra em ação outro profissional, o que irá “codificar” todas as idéias proposta pelo analista. O programador. Ele vê a idéia, procura a melhor linguagem para a execução da idéia e coloca em uma linguagem de programação. Logo seu papel é como um tradutor. Traduz idéias para programas. A responsabilidade deste profissional é grande, vez que toda falha na programação será deliberadamente expressa na apresentação do sistema e dos programas que o auxiliarão. Ademais, a organização na linguagem deve estar acima de tudo, vez que sempre será necessário uma implantação de algo novo no código, uma correção de algum erro ou outra escolha do cliente e sem uma organização, o programador terá muito trabalho e pouca qualidade de software. Algumas vezes, ele é obrigado a escreve todo o sistema novamente por isto.
Aqui é interessante observar que o analista e o programador têm que ter uma comunicação totalmente aberta e o diálogo claro sem deixar nenhuma dúvida entre a linha de pensamento de nenhum dos dois. Seria como se ambos estivessem em uma mesma sincronia, um pensa o outro faz. Normalmente, o programador pode sugerir alguma melhoria a se fazer no projeto, entretanto quando o analista faz seu trabalho por completo, pensando em todos os detalhes, olhado cada desafio que o usuário final terá que enfrentar, o projeto não se torna algo que o programador terá muita liberdade para fazer algo diferente do proposto. Sua única liberdade real, nesta ocasião, será a de tomar a decisão de qual linguagem utilizar. Caso o cliente ou o próprio analista já não tenha feito isto por ele.
Com o sistema pronto, o analista e o programador varrerão cada parte deste e dos programas rodando nele à procura de erros, falhas de segurança, possibilidades de algo não pensado até o momento, enfim. Sistema pronto.
Quando um sistema entra em funcionamento, mesmo que ninguém até o momento de sua instalação tenha encontrado nenhum erro ou defeito, não significa que ele não pode vir a ter, nem que não será preciso analisá-lo de vez em quando em busca de erros. Existe outro profissional para atuar nesta área, um profissional que será responsável pelas manutenções tanto corretivas como preventivas.
Caso, em algum momento, surja neste sistema algum tipo de necessidade, alguma coisa que o sistema em si não tenha suporte para fazer, um novo programa deve ser desenvolvido ou, dependendo do caso, até mesmo outro sistema menor para acompanhar outro tipo de processo não previsto na criação. Um profissional da área de desenvolvedor que estará trabalhando somente em implantações de novos sistemas, de atualizações, upgrades, enfim. Uma área que se faz necessária um profissional sempre, vez que a cada dia surge novos desafios e, muitos deles, o sistema não está pré-programado para vencer.
Esclarecido o que é cada coisa, então podemos retomar a linha de pensamento principal: Todos nascem com igual capacidade, entretanto dependendo de sua convivência, sua criação e educação cada um tende a tomar um rumo e uma carreira sempre estará à espera de cada ser humano. Não podemos negar que alguns simplesmente se interessam por desenvolver sistemas, seja como analista, programador, manutenção ou mesmo trabalhando como free-lancer corrigindo erros, atualizando falhas de sistemas já prontos, enfim, e a facilidade com que aprende e desenvolve a profissão é no mínimo impressionante, entretanto para o profissional ter um reconhecimento nesta área, só há um meio. Certificações.
Certificações são concedidas por empresas que desenvolve as linguagens, sistemas enfim, por órgãos competentes que põe à prova o conhecimento destes profissionais. Existem vários tipos de certificados e várias empresas que os concedem. Cada certificado deste tem um peso muito grande quando avaliado um profissional.
Certificações: Vamos ver alguns dos mais importantes na área:
Certificação SUN Programador Java (SCJP): Os melhores profissionais da área afirmam em consenso que este é um dos melhores certificados. A princípio, deve começar com o certificado de programador JAVA, o Sun Certified Programmer for the Java 2 Plataform 1.4, que é o primeiro nível para um programador. Depois existem vários outros certificados oferecidos pela SUN, sendo que o de programador acima descrito é o único obrigatório para todos os outros níveis.Para saber mais sobre os outros certificados da SUN, acesse https://www.suntrainingcatalogue.com/eduserv/client/welcome.do?l=pt_BR
ou
http://br.sun.com/service/educacao/certificacoes/java_overview.html

Profissional Certificado Microsoft (MCP): é fornecido pela Microsoft, a maior empresa de softwares no mercado atual, a profissionais que já possuem estudo e conhecimento, é uma implementação na formação de um profissional que prova que ele é bastante conhecedor e capaz de planejar, administrar, desenvolver ou solucionar problemas em uma ou mais tecnologias da Microsoft, com o máximo de eficiência e menores custos. Assim como o SCJP, o MCP é o primeiro passo, o primeiro nível obrigatório para quem quer aprimorar-se mais a fundo nos certificados da Microsoft. Depois destes, existem vários outros, mas este é o certificado que qualquer programador Miscrosoft deverá possuir.
Para saber mais sobre certificação Microsoft, acesse:
http://www.microsoft.com/brasil/certifique
ou
http://www.microsoft.com/brasil/certifique/certificacao/default.aspx

Um profissional certificado poderia atuar em qualquer mercado desenvolvendo sistemas. Toda sua capacidade seria muito melhor explorada se trabalhasse em um mercado que permitisse maior expansão de seus conhecimentos. Atualmente, estes profissionais trabalham para empresas particulares e estatais.
O salário de um profissional desta área pode variar dependendo da formação e certificações que ele pode ou não possuir. Variam entre R$ 3.000,00 à R$ 6.000,00. Dependendo da empresa que contrata o profissional, do tempo de serviço e das certificações, pode até mesmo ultrapassar estas margens.
Desenvolvimento de Sistemas – Objetivos
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Identificar e levantar necessidades de informatização
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Desenvolver Sistemas de informações (definição, codificação e teste)
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Implantar a Solução Proposta – Sistema de Informação e Fluxo Operacional (treinamento e acompanhamento)
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Propor e implementar novos processos
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Adequar e manter os sistemas em produção
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Elaborar consultas à base de dados em atendimento as Pesquisas
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Administrar o modelo global de dados dando suporte às equipes de desenvolvimento para elaboração do modelo lógico de dados
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Planejar as bases de dados corporativas e departamentais identificando as informações necessárias a nível operacional
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Organizar e catalogar as informações, documentando-as no dicionário de dados.
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Ficou muito legal
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