3ª Palestra – Banco de Dados
Palestrante: João Felipe Barros (Coordenador da área TI da ETEP Faculdades)
Banco de dados, embora o termo já seja o conceito em si, tem um conceito muito variado dependendo da interpretação de cada indivíduo. Na realidade, o conceito mais relativo à área em si, é o próprio termo:
Banco: Um local de armazenamento;
Dados: Palavras, números (tais como idades), datas e tempo;
A priori é de bom tom expor a vantagem de um banco de dados digital (em um computador). Claro que o motivo não pode ser mais óbvio do que aparenta a ser: a busca. A finalidade de um banco de dados é unicamente arquivar informações para futuras consultas. No computador, esta tarefa é inúmeras vezes mais eficaz, eficiente e rápida que os arquivos convencionais (físicos, tais como papéis e pastas).
Já esclarecido os conceitos e motivos de um banco de dados, falemos em que isto causa ou não melhorias na vida dos usuários, os cuidados que se deve ter com um banco de dados, como funciona e, depois disto, analisemos o mais importante aqui, os profissionais que atuam, seja na criação ou na instalação, seja na manutenção ou nos cuidados que se deve ter ao banco de dados.
Comecemos pelas melhorias que já foram explicitadas acima. O conceito de usuário de banco de dados, não se limita aos “leigos” usuários domésticos, mas até grandes programadores, vez que todos precisam de armazenamento de dados. Pode-se dizer que até as partições de HDs são um banco de dados. Sendo assim, podemos ampliar nosso campo visual deste tema a horizontes quase que sem limites. O fato de alguém ser um programador de baixo nível, por exemplo, não o tira da lista de mero usuário de banco de dados, vez que qualquer coisa que ele desenvolva, precisa arquivar para ter acesso futuro.
Atualmente, existem inúmeros Bancos de Dados rodando em todos os computadores do mundo, então seria de pouca sabedoria alguém dizer que falta algum tipo de informação, vez que nem é preciso colocar que os computadores, cada vez mais, tendem a serem interligados.
O prático objetivo de armazenar informações e possibilitar diferentes tipos de buscas, analisando diversos ângulos diferentes de uma mesma informação, tornou o Banco de Dados algo obrigatório para empresas, desde pequeno porte à mega empresas multinacionais.
Mas o que nos interessa, em particular, é o profissional que age por trás de toda esta estrutura, isto é, para um usuário poder acessar um email, alguém desenvolveu um banco de dados, implementou este em um servidor, um mainframe, e juntou à ele (o BD) diversas formas de seguranças.
Não vemos (como usuários) o projeto em si de um banco de dados, mas devemos, a partir do momento em que entramos nesta área, notar que existe, por trás de todo sistema e softwares, um banco de dados que arquiva e exibe ao usuário as informações na ordem e com as devidas permissões que fora programado.
Há vários sistemas de gerenciamento Banco de Dados e, portanto, não teríamos espaço para tratar de todos, nem mesmo se fosse possível saber de todos. Entretanto contentemos com alguns exemplos e explicações de suas funcionabilidades para que possa clarear a visão do mercado neste ramo de atuação.
Falemos dos maiores e mais importantes:
É um respeitadíssimo banco de dados; de grande porte para grandes empresas e possibilita inúmeras operações. Seus diversos acessórios de seguranças deixam qualquer outro sistema deste tipo muito longe de seu alcance. Claro que sempre tem uns que chegam muito perto de grandes potencia como este exemplo, mas ao se tratar de grandes números de informações (Terabytes), o Oracle abate todos em desempenho, flexibilidade, segurança e mais que tudo, a segurança de backup dos arquivos.
A questão da falta do Oracle em todas as empresas, é que, como todas as coisas no mundo, por ser o melhor em gerenciamento de banco de dados, este sistema é muito caro (perto dos R$ 60.000,00) e, sobre tudo, a falta de profissionais capacitados para ele, vez que tal ferramenta mal configurada, deixa seu desempenho muito lento, ou seja, um investimento jogado fora.
Esta é, por motivos óbvios, a maior desvantagem em uma implementação de um sistema de gerenciamento de BD como o Oracle. A princípio a falta de profissionais pode ser facilmente explicada pelo valor dos estudos de capacitação, porém outro problema é freqüentemente encontrado nestes profissionais (os que podem se capacitar). A dificuldade de se aplicar inteiramente em algo tão complexo e extenso.
Claro que existem, embora poucos, profissionais competentes nesta área. O tipo de sistema implementado por estes profissionais é deveras peculiar. Não pode ser comparado a nenhum outro.
Certificações
OCA – Oracle Certified Associate – Primeira certificação, certificado onde a Oracle atesta que você é um associado por ter conhecimentos básicos em seu SGBD.

OCP – Oracle Certified Professional – Segunda certificação criada pela Oracle. Desenvolvida para distinguir quem, dentre os “Associados Certificados Oracle” (Isto já deixa claro que só se obtem o OCP se já for um OCA) possuem algum padrão a mais na qualidade de serviço e conhecimento.

OCM – Oracle Certified Master – Última prova. Última certificação da Oracle, onde ela atesta que o profissional possuidor deste certificado está num nível máximo de conhecimento e experiência em seu SGBD. Não se chega este nível sem ter passado pelos dois outros (OCA e OCP).
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Sistema de Genciamento de Banco de Dados que a Microsoft desenvolveu para trabalhar ao mesmo nível do Oracle. Nem é preciso acrescentar que é o principal concorrente do Oracle, mas tem suas desvantagens em questões de desempenho principalmente se for implementado em empresas de grande porte, que precisa de grandes números de informações guardadas (Terabyte).
É um software de muita segurança, prático, como quase tudo planejado pela Microsoft, mas para um profissional da área, conhecedor como é das opções em mercado, seria o segundo, sem margens de dúvidas, sistema a ser tomado para uma implementação em algo grande, como um banco ou uma bolsa de valores.
A vantagem em números na implementação deste sistema sobre o Oracle pode ser facilmente compreendido em sua facilidade de operar, e na quantidade de computadores que já estão com sistemas Microsoft (que facilitam muito nas transações com o sistema).
O preço deste sistema é bem menor que o Oracle (entre R$ 15.000,00 e R$ 25.000,00).
Obviamente não é preciso mencionar que existem muitos mais profissionais prontos a atender este sistema que os de Oracle.
A desvantagem é que, além de ser inferior em desempenho quando comparado ao Oracle, se mal configurado, é um desastre de proporções incalculáveis (para uma grande empresa ou o exemplo da bolsa de valores).
Certificações:
MCP – Microsoft Certified Professionals, primeiro certificado concedido pela Microsoft em qualquer área. Neste caso, em SQL Server.

MCDBA – Microsoft Certified DataBase Administrator, criada recentemente principalmente para atender à demanda de profissionais mais especializados que outros com o mesmo simples “MCP”. É um diferencial para profissionais que se dedicam à área. Este certificado é concedido à profissionais que combinam todas as qualificações necessárias para operar o SQL Server 7.0.

Claro que não existe o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados ideal e padrão para todos, mas o que mais se adapta a cada situação de cada usuário. Cada usuário tem uma necessidade diferente e, para cada uma, existe um sistema que mais vai lhe proporcionar vantagens.
Não se pode generalizar todos, mas não é um erro dizer que as maiores empresas do mundo tem, como Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados estes dois citados acima.
A IBM fica com o terceiro lugar. A terceira fatia do mercado com seus Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Relacional DB2.
Sistema projetado pela IBM é de mais fácil acesso, vez que sua qualidade de softwares é considerada maior que o SQL Server, por muitos especialistas na área, mas sua linha de segurança na política de Backups, se comparado ao SQL Server, deixa a desejar.
Este é o sistema, dentre todos, o mais universal, vez que possui uma versão para cada plataforma e é capaz de grandes armazenamentos e grandes consultas, ou seja, é um banco de dados de grandíssimo porte.
O DB2 tem uma vantagem sobre todos os outro, incluindo o Oracle e o SQL Server. Um sistema cumulativo de banco de dados conhecido por Data Warehouse. A IBM até lançou, depois de perceber a potencia que o sistema tinha em Data Warehouse, o DB2 Data Warehouse Edition (DB2 DWE). Um sucesso absoluto para empresas que procuram este tipo de tarefas em seus banco de dados, como o IBGE.
O DB2 não possui o custo tão alto como o Oracle, mas pelo fato da IBM ter se empenhado mais em colocar o sistema deles na linhagem Data Warehouse, o sistema deixou de evoluir em outras áreas de interesse para grandes empresas, como a EMBRAER, o que não foi uma das melhores atitudes a ser tomada pela IBM, vez que seus sistemas tinham grande chances neste mercado e que eram multiplicadas por ser um sistema que roda em quase todas as plataformas (Linux, Windows, Unix, Amiga, Mac, etc…).
Certificações:
IBM Certified Database Associate 700
IBM Certified Database Administrator 701
IBM Certified Application Developer 703
IBM Certified Advanced Database Administrator 704

Por questão de prioridade, o posterior depende do anterior, ou seja, um profissional só é possuidor do IBM-CADBA 704 caso tenha conseguido obter todos os outro certificados.
Na Web, temos um SGBD muito comum, o MySQL. Por ser free, suportar várias plataformas (quase todas) e a facilidade de acesso que possui um desenvolvedor de Web-Pages usando scripts tais como PHP e ASP, o MySQL é um SGBD que possui, nos dias atuais, mais de 10 milhões de instalações em servidores em todo o mundo. Seu forte não é muito a segurança, entretanto a facilidade e a amplitude que este tipo de banco de dados tem é incomparável com os demais.

O profissional por trás destes Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) são os DBAs (DataBase Administrators, ou seja, Administrador de Banco de Dados). Estes profissionais não só são responsáveis pela implantação dos SGBD como por sua manutenção.
Por manutenção de um SGBD pode se dizer que, sobre tudo, a boa e velha política de Backup é a maior responsabilidades destes profissionais. Não existe, no mundo atual, nada mais importante que a informação. Um Banco de Dados sem uma cópia de backup, está fadado ao fracasso, ou seja, o primeiro imprevisto todas as informações serão, inapelavelmente, totalmente deletadas. Sem chances de qualquer tipo de restauração.
O Administrador deve estabelecer, uma empresa, uma política de backup completa pelo menos a cada dois dias, caso a empresa não use muito o banco de dados, e deve se ter, no intervalos de duas ou três horas, backups automáticos sendo efetuado pelo Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados, para não haver muita perda de informações no caso de um imprevisto acidente.
O backup não é a única tarefa que cabe ao Administrador de um banco de dados, quando tratamos de manutenção, um banco de dados precisa, de tempos em tempos, de manutenções preventivas tais como desfragmentação, organização de dados, exclusão de dados inúteis e/ou repetidos. Tais operações deixam o SGBD com mais desempenho, vez que é de praxe um banco de dados perder a performance com o tempo de uso seja pela quantidade de informações, seja pela fragmentação de grandes informações ou por dados repetidos ou inúteis que atrapalham a busca.
Administrador de Baco de Dados não pode, em nenhuma hipótese cometer erro. Não pode deixar de efetuar seus backups ou se esquecer de algum tipo de manutenção periódica que deve ser feito no SGBD, pois um erro deste profissional poderia colocar uma empresa inteira no chamado “marco ZERO” (levar a empresa ao início, ao zero).
As remunerações para estes profissionais não deixam de ser meio recompensadora se analisando o ponto de vista que tudo que basta para este profissional ter sucesso, são certificados. É interessante a quantidade de pessoas que concluem o ensino superior em engenharia e tantas outras especificações e se deparam com sua vaga no mercado sendo tomada por jovem que acabaram o ensino médio e se dedicaram a alguma certificação. Mais uma vez, esta é uma área em que um certificado rege muita coisa. Atentemos pela importância destes que tanto temos falado e ouvido ser mencionados pelos mais diversos tipos de profissionais.
Remunerações:
Analisemos os tipos de empresa, os cargos e os respectivos salários em busca de algo muito interessante:
Tipo de empresa Experiência Salário
Pequena Oracle R$ 3.500,00
Pequena SQL Server (C/ MCDBA) R$ 2.400,00
Pequena/Média Access R$ 1.200,00
Grande SQL Server R$ 3.200,00
Grande Oracle R$ 4.200,00
(fonte: Cathoonline)
Podemos notar o contraste que temos em cada área, se olharmos desta forma.
Profissionais em Oracle seja em empresas pequenas ou em grandes, tem maior remuneração que qualquer outra área de Administração de Banco de Dados. Em segundo lugar, o SQL Server, mas com o certificado.
É raridade encontrar empresa à procura de profissionais capacitados em DB2.
Com isto estamos fechando o conjunto de palestras e análises das áreas de atuações disponíveis no mercado tecnológico, receio que o mercado ainda continuará com muitas vagas, pois o que falta nos dias atuais, são profissionais capacitados e isto não é algo que está para mudar tão facilmente.
Depois desta oportunidade de analisarmos diversas carreiras e diversos rumos para profissionais que estão ingressando na área de Tecnologia da Informação, resta identificar o que melhor atende aos padrões de comportamento de si próprio, quais destas áreas vai satisfazer o ego e melhor vai recompensar o esforço do aluno.
Aos espertos, a esperteza. captem toda a linha de pensamento aqui traçada e analise. Aproveite.
Aos que ainda dormem na vida, um despertador. Acordem pois já é passada a hora de tomar o rumo da vida.
Boa Sorte à todos Nós.
McLuck
1TINA






